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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

FAMÍLIA, CASAMENTO E HOMOSSEXUALIDADE



Pr. Jorge Humberto
(Presidente da Direcção da Aliança Evangélica Portuguesa)

Os nossos valores éticos e espirituais estão subordinados à dimensão espiritual em conformidade com a Bíblia, enquanto Palavra de Deus. Respeitamos todas as pessoas e reconhecemos a dignidade de todas elas com base na mesma autoridade. Todo o ser humano recebe a sua dignidade do Seu Criador. Não diferenciamos entre pecado e pecado e, à luz da mesma regra de fé e de conduta, consideramos que todos, sem excepção, somos pecadores e carecemos da graça de Deus que nos é comunicada através de Jesus Cristo. Defendemos os valores da família e do casamento heterossexuais de acordo com o princípio instituído por Deus na criação. Não concordamos com a alteração desta disposição essencial da ordem que Deus estabeleceu. Reiteramos que Deus ama a todas as pessoas independentemente do que quer que seja, mas simultaneamente afirmamos que o amor de Deus nos chama a todos a uma nova vida em Jesus Cristo de acordo com a Sua vontade.

Pr. Alberto Thieme pede cancelamento da PEC 26/2009, que defende o divórcio instantâneo



Carta enviada aos senadores


EXMO. SENADOR


Deus fez a família e a IBDFAM -Instituto Brasileiro de Direito de Família está destruindo com o apoio deV.Exas.Os senhores já perceberam como todas as instituições Brasileiras estão sendo destruídas. E agora vem o pior com a ação dos senhores de inventar uma família que não existe na realidade. Ela existe apenas na cabeça dos ativistas homossexuais quea IBDFAMdeve ser a favor, pois jamais existirá"família afetiva".
O que é isso? Os senhores enlouqueceram, ou realmente estão seguindo a balada deste governo corrupto,V.Exas.estão com influências das associações homossexuais, cujas mentes são rápidas em pensar coisas más de desconstrução familiar para levar a população a descaracterizar a família brasileira, e o pior que vem com a ajuda do governo, investindo milhões de reais, tendo ajuda internacional empregando grossas verbas em PARADAS GAYS para HOMOSSEXUALIZAR o país e poder implantar leis como estas. Eles ficarão super felizes enquanto 190 milhões de brasileiros se preocupam como será o futuro dos seus filhos e descendentes.
Será que os brasileiros são tão idiotas que não estão percebendo que o que a ONU quer fazer com os países é reduzir a população, e tudo o que tem sido possível implantar de leis e cancelar outras está sendo feito no Congresso e no Senado.
É inacreditável a IBDFAM se posicionar a favor de todas estas práticas cuja única intenção é acabar com o conceito de família que existe desde que Deus fez o homem.
Pra fazer Eva, Deus mostrou o que é família: Eva teve que ser do mesmo sangue de Adão. Não existe família de outro tipo. Nem nos animais se vê isto. Tudo o que se precisa fazer é tentar salvar a família, e não descaracterizá-la comoV.Exas.estão fazendo ao aprovar leis como esta: PEC 26/2009.
Eu às vezes penso que as cabeças dos que estão gerando essas novas ideias só podem ter interferência homossexual, porqueno HOMOSSEXUAL ENCERRA-SE A SUA DESCENDÊNCIA E ELES NÃO TERÃO CONTINUIDADE FAMILIAR.
Provavelmente por verem que como eles não terão descendentes estão influenciando o mundo em tudo que podem para acabar com a família. Acabando com a família, acaba com o Estado, e a ANARQUIA virá. Os senhores sabiam que Hitler e a cúpula do Nazismo eram homossexuais.
Leiam o artigo do escritorJulio Severocitando o Livro “O SEGREDO DE HITLER” -www.juliosevero.com.Julio diz:“Gente, não costumo fazer divulgação de livros, mas recomendo fortemente o livro “O Segredo de Hitler”.
O livro não é católico nem evangélico e o autor, Lothar Machtan, deixa bem claro que seu objetivo não é atacar o movimento homossexual e a agenda gay. Mesmo sendo um livro totalmente secular, a profunda pesquisa de Machtan leva o leitor às pegadas de Hitler e outros importantes líderes nazistas que guardavam no armário um dos segredos mais bem trancados do nazismo: o controle homossexual sobre o fascismo na Alemanha. Vale a pena lerO Segredo de Hitler.
Tenho constatado várias associações homossexuais e este tem sido o discurso deles. O Lula, o PT e seus aliados estão trazendo a maior desgraça que um país pode ter: as famílias se desfazerem. Já não chega a miséria de tantas crianças que perambulam pelas ruas das grandes cidades por causa de leis que facilitaram o divórcio, pela má distribuição de rendas e principalmente pela falta de estrutura familiar que a mídia e os adeptos do governo e associações como esta estão desgraçando mais ainda a vida destas criaturas desamparadas.
Eu e minha esposa fundamos dois orfanatos, o primeiro deles assiste em variadas casas-lares em São Paulo e interior, mais de 1.000 crianças. Sabem de onde elas proveem? Das famílias que devido o afrouxamento das leis brasileiras sobre a responsabilidade dos pais sobre seus filhos acabam por divorciar-se.
Pelo jeito que as coisas estão indo o divórcio agora é um ato que pode acontecer a qualquer instante, mesmo sem motivo algum, porque as leis estão afrouxando e cada vez mais levando os cônjuges a terem menor responsabilidade sobre os filhos.
Será queV.Exas.e aIBDFAMnão percebem isto ou estão influenciados pelos freqüentes apelos das associações de homossexuais que quer a desconstrução familiar como está acontecendo na Europa há anos e somente agora estão começando a perceber a burrada que foram os movimentos"queen"para as famílias.
Veja a Holanda como está? Liberdade com responsabilidade é o que os brasileiros precisam. Espero queV.Exas.e a esta entidade possa considerar meus comentarios e repensar melhor a destruição do conceito de família
Solicitamos que os que VOTARAM “SIM” para a PEC 26/2009 reestudem suas posições e façam algo para cancelar esta PEC, pois do contrário, seus nomes serão guardados muito bem em nosso Banco de dados para serem lembrados para as próximas eleições.
Ao chegar ao Senado, a proposta, agora chamada PEC 28/2009, foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), a qual aprovou oparecer favoráveldo relator senador Demóstenes Torres (DEM/GO) em 24/06/2009. Submetida ao plenário, a PEC do divórcio instantâneo foi aprovada em primeiro turno em 02/12/2009por 54 votos SIM, 3 votos NÃO e 2 abstenções, totalizando 59 votos. Os outros 22 senadores estiveram ausentes.
Vale lembrar que essa PEC foi proposta por sugestão do Instituto Brasileiro de Direito de Família -IBDFAM, considerando-a “uma revolução paradigmática no Direito de Família”. O IBDFAM também defende o “casamento” de pessoas do mesmo sexo. Esperamos que os EXMOS Senadores encontrem meios para cancelar esta PEC 28/2009.


Email: thiemeus@yahoo.com


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Os evangélicos e a mania de orar no monte


O dicionário Aurélio define superstição como um sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes; crendice; apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa".
Pois é, infelizmente alguns dos nossos irmãos em Cristo tem vivenciado uma fé absolutamente sincrética. Ao contrário do que deveria ser, inúmeros cristãos mostram-se extremamente superticiosos. Em nosso meio existem aqueles que deixam a Bíblia aberta no Salmo 91 para afastar desgraças; utilizam a expressão "Tá amarrado" para superar satanás; abrem a Bíblia aleatoriamente para receber uma orientação de Deus; utilizam elementos como galho de arruda, sal grosso e copo d'água ungida dentro de casa, além de subirem a montes acreditando que por orarem lá, Deus se manifestará de forma especial.


Tais pessoas movidas por um misticismo esquizofrênico vêem gravetos brilharem, anjos reluzentes, além de enxergarem no mato manifestações sobrenaturais de Deus.


Caro leitor, não precisamos subir a montes para falar com Deus nem tampouco para sentir sua santa presença. Em Cristo podemos orar e nos relacionarmos com o Pai no quarto, na rua, na igreja, na praia ou em qualquer outro lugar. O monte não é um lugar santo, nem tampouco um local escolhido por Deus para falar ao coração do povo. Afirmar que o Espírito de Deus age de forma especial em montes e montanhas significa desconhecer as verdades bíblicas.




Isto posto afirmo que cristãos supersticiosos estão fadados a uma vida cheia de neuroses e frustrações. Junta-se a isso o fato de que o cristão ao comportar-se deste forma aponta para uma absurda contradição, até porque as raízes históricas e teológicas do protestantismo sempre foram contra toda e qualquer manifestação supersticiosa.




Caro leitor nossa fé não se fundamenta em superstições ou achismos, mas sim na infalível Palavra de Deus. O evangelho está enraizado em fatos históricos, não em mitos ou impressões estereotipadas do que seja servir a Cristo.




Nesta perspectiva afirmo sem titubeios que não existe lugares especiais onde Deus possa falar com o crente. Do ponto de vista bíblico, em qualquer lugar podemos orar e buscar ao Senhor.


A Ele toda a glória!


Fonte: VINACC com Renato Vargens

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

JESUS, O PASTOR DAS OVELHAS



Jesus, o Salvador do mundo, o Filho de Deus, recebe muitos títulos e dentre eles, um dos mais belos e familiares é o de pastor das ovelhas. O pastor é aquele que cuida, apascenta, alimenta, protege, disciplina, consola e restaura as ovelhas. A ovelha é um animal frágil, inseguro, vulnerável, míope e teimoso. A ovelha não pode cuidar de si mesma. Entregue ao seu próprio destino, torna-se presa fácil dos predadores. Caminhando sozinha facilmente cai no abismo e mui raramente consegue reencontrar o caminho de volta para o aprisco.


Jesus nos é apresentado nas Escrituras como o bom pastor, o grande pastor e o supremo pastor. Como o bom pastor ele deu a sua vida pelas ovelhas; como grande pastor ele vive para as ovelhas e como o supremo pastor ele voltará para as ovelhas. O Salmo 22 nos fala do sofrimento do Messias e nos apresenta a Jesus como o bom pastor. O Salmo 23 nos fala do Senhor como o grande pastor que nos dá provisão, proteção e direção. O Salmo 24, por sua vez, nos apresenta Jesus como o supremo pastor, que voltará em glória para as ovelhas. Essas mesmas verdades são repetidas também no Novo Testamento.

1. Jesus é o bom pastor que dá sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11) - Jesus diz: "Eu sou o bom pastor, o bom pastor dá a vida pelas ovelhas". Os fariseus haviam escorraçado da sinagoga o homem que fora curado por Jesus de sua cegueira. Eles eram pastores truculentos que batiam nas ovelhas e as tratavam com rigor. Mas, Jesus contrasta essa atitude dos fariseus, dizendo que ele é o bom pastor. O bom pastor não vem para ferir as ovelhas, mas para morrer por elas. O bom pastor não vem para explorar as ovelhas, mas para dar sua vida por elas. O bom pastor não vem para arrancar a lã das ovelhas e comer sua carne; o bom pastor vem para dar vida em abundância às ovelhas. Os fariseus usavam as pessoas; Jesus amava as pessoas. Os fariseus exploravam as pessoas; Jesus dava a vida pelas pessoas. Hoje, vemos líderes que são lobos em peles de ovelhas. Líderes que usam as ovelhas para se locupletarem. Líderes que sacrificam as ovelhas para auferir vantagens pessoais. Líderes que exploram as ovelhas para se enriquecerem. Jesus, como bom pastor reprova a atitude desses falsos pastores.


2. Jesus é o grande pastor que vive para as ovelhas (Hb 13.20) - Jesus é o grande pastor que triunfou sobre a morte e está vivo à destra de Deus. Ele é o pastor e bispo das nossas almas. Ele está conosco. Ele conhece cada ovelha pelo nome. Ele chama suas ovelhas e elas o seguem. Ele guia suas ovelhas e as protege do mal. O grande pastor oferece provisão às suas ovelhas, dando-lhes pastos verdes. Ele oferece paz às suas ovelhas levando-as para as águas tranquilas. O grande pastor oferece direção segura às suas ovelhas, pois as guia pelas veredas da justiça. Mesmo quando elas passam pelos vales sombrios e profundos, o pastor está com elas. Mesmo diante das refregas mais difíceis, o pastor lhes dá vitória. Mesmo diante das tristezas mais profundas, o pastor rega a cabeça delas com óleo e faz o cálice delas transbordar. O grande pastor dá salvação, provisão e libertação às suas ovelhas. Ele dá a elas vida eterna e segurança eterna. Ninguém poderá arrebatar nenhuma delas de suas onipotentes mãos. O grande pastor vive para interceder por elas e por isso, pode salvá-las totalmente.


3. Jesus é o supremo pastor que voltará para as ovelhas (1Pe 5.4) - Jesus morreu, ressuscitou e voltará. Como bom pastor ele morreu; como grande pastor ele ressuscitou, mas como supremo pastor ele voltará para buscar as suas ovelhas. E quando ele vier, trará consigo a recompensa a cada uma delas. Jesus voltará com grande poder e muita glória. Ele virá ao som da trombeta de Deus. Ele trará consigo os remidos glorificados e virá escoltado por seus poderosos anjos. Ele virá para consumar todas as coisas, julgar vivos e mortos e estabelecer seu reino eterno. Ele virá para julgar as nações e separar os cabritos das ovelhas. Ele virá para galardoar os seus e conduzir suas ovelhas ao aprisco eterno. Ele virá para nos levar para a Casa do Pai, para o seio de Abraão, para o paraíso, a cidade santa, a nova Jerusalém. Oh, bendito privilégio de ser ovelha de Jesus, o bom, o grande e o supremo pastor das ovelhas!

Fonte: Rev. Hernandes Dias Lopes



Como Deus faz história


Norbert Lieth
Quando Jesus nasceu, cumpriram-se literalmente inúmeras profecias feitas séculos antes. O Antigo Testamento está repleto de indicações da primeira vinda de Cristo. Com o Seu nascimento, as promessas da Palavra de Deus se fizeram História. O mais admirável, entretanto, é a maneira como Deus faz Sua Palavra tornar-se real e Suas profecias transformarem-se eventos históricos: muitas vezes Ele usa as atitudes profanas das pessoas e as circunstâncias políticas da época para concretizar Seus planos. A Bíblia nos traz muitos exemplos nesse sentido. Destacaremos três, salientando lugares relacionados com o nascimento e a infância de Jesus.



1. Jesus deveria nascer em Belém


Por volta de 700 anos antes de Cristo viveu o profeta judeu Miquéias, que predisse acerca do aparecimento do Messias de Israel: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).


Aquele que tem origens eternas, e que age desde sempre, viria a nascer em um lugar pré-definido e específico, que era Belém, pequeno e insignificante lugarejo na Judéia. Caso a anunciação do nascimento do Rei de Israel se referisse a Jerusalém nada haveria de extraordinário, uma vez que os reis normalmente nascem na capital do reino. Porém, com muitos séculos de antecipação, um lugar sem representatividade foi destacado entre os milhares de Judá para ser o local do nascimento do Rei que viria, o que era algo muito especial. Praticamente todo cidadão de Israel conhecia essa passagem das Escrituras que afirmava que um dia o Messias viria de Belém. Por isso, quando Herodes perguntou onde nasceria o rei dos judeus, os entendidos na Lei puderam lhe fornecer imediatamente o nome do lugar onde deveria nascer o Prometido segundo as profecias: “Então, convocando [Herodes] todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: [em Miquéias 5.2] E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (Mt 2.4-6).


Entretanto, em relação a essa profecia havia um problema, e este não era pequeno: Maria e José não viviam em Belém, mas em Nazaré (Lc 1.26), e aparentemente não planejavam se mudar para Belém. Deus não enviou um anjo para lhes dizer: “Querido José, querida Maria, vocês não sabem que o Messias deve nascer em Belém? Vocês não sabem que a Palavra de Deus precisa se cumprir e Seu Filho não pode nascer em Nazaré? Levantem! Ponham-se a caminho para que se cumpra a palavra do Senhor falada através do profeta Miquéias!”

Não foi o que aconteceu. O imperador César Augusto tomou uma decisão política em Roma, bem longe de Israel e sem ter a mínima noção das profecias bíblicas – decretando um recenseamento do povo. Essa decisão política obrigou José, juntamente com Maria, que estava no final da gravidez, a irem até Belém para se registrarem no censo populacional. Em Lucas 2.4 lemos que José era “da casa e família de Davi”. Portanto, era em Belém (a “cidade de Davi”) que ele tinha de se registrar. Chegando lá, Maria logo deu à luz ao Filho de Deus. É o que podemos chamar de “tempo de Deus”! O Senhor, em Sua onisciência e onipotência, usou a política secular e um de seus líderes para fazer cumprir Suas profecias e para concretizar as previsões de Sua Palavra.




2. Jesus viria do Egito




A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito. No oitavo século antes de Cristo, outro profeta anunciava em Israel a respeito do vindouro Messias: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho” (Os 11.1). Os comentaristas judeus aplicavam essa profecia a Israel e ao Messias, o que se torna bem evidente conhecendo o contexto do Novo Testamento. Mas como ela se cumpriu, como foi que Jesus, ainda menino, veio do Egito? A maioria de nós conhece a história da matança dos meninos judeus em Belém ordenada pelo infanticida rei Herodes, que via seu trono ameaçado pelo nascimento de Jesus. A Bíblia diz a esse respeito: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta [em Os 11.1]: Do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2.13-15).


Os planos cruéis, egoístas e assassinos de um político mundano acabaram contribuindo para que a Palavra se cumprisse. Herodes pensava que aniquilaria os planos divinos, mas sua maldade apenas contribuiu para que as profecias se cumprissem literalmente.

O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12).




3. Jesus, o Nazareno




Segundo minha contagem, Jesus é chamado de “Nazareno” pelo menos 18 vezes no Novo Testamento. Ele era conhecido como “Jesus de Nazaré”, pois tinha vivido ali por muitos anos. Quando morreu na cruz, sobre Sua cabeça estava afixada uma placa que dizia: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus”. O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12). “Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo” (Zc 3.8). Jeremias proclamou o mesmo 80 anos antes de Zacarias: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, a agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).

Quando Jesus veio, Ele foi o “Nazareno”, o “Renovo” do qual falavam as profecias. Mas como Jesus não apenas nasceu em Belém sem que seus pais residissem ali, veio do Egito por razões inacreditáveis e ainda pode ser chamado de Nazareno? Porque mais tarde Ele morou em Nazaré, confirmando uma vez mais as profecias, mostrando que elas se cumprem por razões às vezes bastante profanas. Herodes havia morrido, e José ainda vivia com Maria e o menino no Egito quando, através de um anjo, recebeu ordens de retornar à terra de Israel. Era óbvio que José desejava retornar à sua terra com sua família, mas quando ficou sabendo que Arquelau reinava no lugar de seu pai, ficou com medo. Arquelau era um dominador de triste fama e muito cruel, que os romanos suportaram por apenas dois anos e depois o depuseram. Na realidade, quem deveria assumir o trono de Herodes na Judéia era outro de seus filhos, mas por um capricho pessoal, Herodes mudou seu testamento pouco antes de morrer e colocou Arquelau no poder. Para não se submeter ao seu domínio, José foi viver na Galiléia, na cidade de Nazaré, que estava subordinada a outro governante: “Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia. E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mt 2.19-23).

Esses três exemplos mostram muito claramente que nada nem ninguém pode impedir ou barrar os planos de Deus. Não há falha humana, manobra política, crueldade, capricho ou força da natureza que impossibilitem Deus de concretizar Seus propósitos. Nada impedirá que Jesus volte cumprindo Suas promessas a Israel. Os acontecimentos proféticos, cujo desenrolar vemos em nossos dias, culminarão na volta de Cristo e mostram que ela está se aproximando. Todos os fatos que acontecem no mundo são dirigidos por Deus de tal forma que acabarão servindo para que os Seus desígnios se realizem e para que Jesus venha a este mundo como o Rei e Messias. Jesus voltará cumprindo muitas profecias que ainda não se realizaram, pois muitas delas dizem respeito diretamente a Sua volta em poder e glória e à restauração de Israel, predita tantas vezes e por tanto tempo! Israel já retornou à sua própria terra depois de um longo tempo de dispersão (Diáspora), quando havia judeus espalhados pelo mundo todo. Até o terrível Holocausto acabou servindo à causa judaica, pois acelerou a fundação do Estado de Israel e permitiu que mais judeus voltassem à sua pátria. Quase todas as nações votaram em favor de Israel nessa ocasião, pois estavam chocadas com o que havia acontecido aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial nas mãos dos nazistas. Apenas três anos depois do final da guerra, os judeus já possuíam seu próprio Estado. No entanto, a luta, atual e futura, dos inimigos contra Israel e contra Jerusalém é predita nas profecias, e precisa acontecer. A Bíblia fala de uma unidade mundial política, religiosa e econômica que acabará se opondo a Israel. Hoje vemos que todos os esforços políticos acontecem em função desse desejo de globalização. A Palavra de Deus se cumpre sempre. Alegremo-nos por isso! (Norbert Lieth - http://www.beth-shalom.com.br)


Fonte: beth-shalom

sábado, 26 de dezembro de 2009

O Natal... e os ladrões




Se o cristianismo não é digno de defesa, então o que é?
Edward John Carnell, apologeta


Natal, celebração da vida que nos foi dada mediante a Encarnação. O exemplo, o sacrifício definitivo, a manifestação de Deus entre homens. A plena liberdade, em sua equação mais precisa: servir a Deus, submeter-se a Ele, pois só Ele é perfeito, nos ama, nos criou, e nos conhece mais do que nós mesmos. Rendidos ao senhorio de Cristo, conquistamos a eternidade, a plena posse do Ser. Com o Espírito Santo nos fortalecendo, a confusão se desfaz, e manifestamos a todo povo, língua e nação que o Salvador veio, pagou o preço da nossa queda, e nos fez co-herdeiros do seu Reino.


O liberalismo teológico, um nome pomposo para as multiformes heresias que têm atacado a fé cristã ao longo da história, quer de nós roubar tudo isso. Querem dissociar o "Jesus Histórico" do "Cristo da Fé", querem negar uma realidade espiritual que Jesus tanto afirmou - a danação eterna -, querem reduzir a sã doutrina a uma suposta "missão integral" que só entende a fé como inteira se contaminada com premissas materialistas e totalitárias. Enquanto Cristo diz "vá, e não peques mais", os liberais dizem: "o pecado está em sua subjetividade". Quanto a esses enganadores, vale o aviso do apóstolo João: "acautelai-vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão."


No presente estágio da história, marcado pelas conseqüências práticas dessas e outras doutrinas de demônios em quase todas as áreas da vida, resiste a celebração do Natal, sempre transcendendo as barreiras da cristandade. Ao se celebrar a vinda do Autor e Consumador da fé, da graça especial, a graça comum acaba por ser fortalecida.


Mas os falsificadores, os ladrões, continuam a espreita, e cada vez mais infiltrados. Não prevalecerão no dia do juízo, mas não querem ser derrotados sozinhos. Arrastar os incautos, repartir a derrota de forma igualitária, eis o pobre triunfo destes.


Que neste Natal, o Espírito Santo nos conduza a entender que o amor de Cristo, as verdades por Ele anunciadas e reiteradas, e o seu sacrifício definitivo, são indissociáveis, e infalíveis. Para todas as dimensões da vida.


Fonte: Profeta Urbano

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A importância de disciplinar os filhos




A questão da disciplina dentro da família encontra-se bem tratada na Palavra de Deus. E o Novo Testamento até a utiliza para demonstrar como Deus não age diferente dentro de sua própria família espiritual:

Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: "Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho". Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos! Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados. (Hebreus 12:5-11 NVI, o destaque é meu.)


Esse simples texto da Bíblia que lida com a questão da repreensão e castigo resume muito bem a essência da disciplina. O texto inteiro foi baseado no seguinte versículo de Provérbios: "Meu filho, não despreze a disciplina do SENHOR nem se magoe com a sua repreensão". (Provérbios 3:11 NVI) O Novo Testamento fez assim uma referência bem relevante, pois não há livro em toda a Bíblia que contenha mais orientação sobre disciplina de filhos do que Provérbios.


Um pai da Bíblia que corrigia os filhos — só com palavras


Se Provérbios é um livro que explica muito bem o que é a disciplina, então todos os pais mencionados na Palavra de Deus sabiam aplicá-la? Não. Nem todos os pais da Bíblia corrigiam seus filhos. Alguns escolhiam simplesmente a correção verbal, e nada mais. O sacerdote Eli, por exemplo, criou os filhos no sacerdócio e, quando se tornaram homens, eles cometiam freqüentemente pecados contra Deus. Eles estavam até violando os sacrifícios oferecidos a Deus na casa de Deus:


Os filhos do sacerdote Eli não prestavam e não se importavam com Deus, o SENHOR. Eles não obedeciam aos regulamentos a respeito daquilo que os sacerdotes tinham o direito de exigir do povo. Assim os filhos de Eli tratavam com muito desprezo as ofertas trazidas a Deus, o SENHOR. E para o SENHOR o pecado desses moços era muito grave. (1 Samuel 2:12,13a,17 NTLH)


Eli via os pecados de seus filhos e, como todo pai bonzinho, não ficava em silêncio. Ele sempre abria a boca para dar uma bronca neles.


"Eli já estava muito velho. Ele ouvia falar de tudo o que os seus filhos faziam aos israelitas e também que eles estavam tendo relações com as mulheres que trabalhavam na entrada da Tenda Sagrada. Então Eli disse: — Por que é que vocês estão fazendo essas coisas? Todos me falam do mal que vocês estão praticando. Parem com isso, meus filhos! Eu estou ouvindo o povo do SENHOR Deus dizer coisas terríveis a respeito de vocês! Se uma pessoa peca contra outra, o SENHOR pode defendê-la. Mas quem pode defender aquele que peca contra Deus?" (1 Samuel 2:22-24,25a NTLH, o destaque é meu.)


Há pais que se calam diante de pecados horríveis dos próprios filhos, nem ousando mencionar para eles que parem seu comportamento sexual errado, mas essa fraqueza Eli não tinha. Ele apontava os erros no nariz dos filhos. No entanto, a Palavra de Deus revela claramente a reação dos filhos de Eli às repreensões do pai e a reação do Senhor à desobediência e teimosia deles: "Mas eles não ouviram o pai, pois o SENHOR havia resolvido matá-los." (1 Samuel 2:25b NTLH)


Deus, em seu amor, faz visitações proféticas a Eli


Como sacerdotes do Senhor, tanto Eli quanto seus filhos conheciam muito bem a Palavra de Deus. Mas mesmo assim, os filhos de Eli estavam decididos a desobedecer à Palavra de Deus e ao seu próprio pai, e Eli estava decidido a não disciplinar ninguém — limitando-se no máximo a passar um sermão. Já que todos estavam assim decididos contra as ordens e conselhos da Palavra de Deus, Deus também resolveu decidir: ele decidiu que a solução para os filhos de Eli era a pena de morte.


Apesar de que Eli estava entristecendo muito a Deus pela sua falta de ação, Deus sempre demonstrou misericórdia, na esperança de que Eli pudesse se arrepender e finalmente assumir a postura de um pai que age. Através de mensagens proféticas, Deus deixou bem claro para Eli que ele queria muito mais do que só palavras. Se os filhos teimavam em desobedecer, a obrigação de Eli era, além de repreender, tomar medidas concretas. Foi nesse ponto que Deus mandou um profeta a Eli:


"Então um profeta procurou Eli e lhe deu esta mensagem de Deus, o SENHOR: —Eu me revelei ao seu antepassado Arão quando ele e a sua família eram escravos no Egito. Você sabe que eu os escolhi, entre todas as tribos de Israel, para serem meus sacerdotes, servirem no altar, queimarem incenso e usarem o manto sacerdotal na minha presença. E dei a eles o direito de ficarem com uma parte dos sacrifícios queimados no altar. Por que é que vocês olham com tanta ganância para os sacrifícios e ofertas que eu ordenei que me fossem feitos? Eli, por que você honra os seus filhos mais do que a mim, deixando que eles engordem, comendo a melhor parte de todos os sacrifícios que o meu povo me oferece? Eu, o SENHOR, o Deus de Israel, prometi no passado que a sua família e os seus descendentes me serviriam para sempre como sacerdotes. Mas agora eu digo que isso não vai continuar. Pois respeitarei os que me respeitam, mas desprezarei os que me desprezam. Olhe! Está chegando o tempo em que eu matarei todos os moços da sua família e da família do seu pai para que nenhum homem da sua família chegue a ficar velho. Você passará dificuldades e terá inveja de todas as coisas boas que vou dar ao povo de Israel, mas ninguém da sua família chegará a ficar velho. Deixarei vivo apenas um dos seus descendentes, que será meu sacerdote. Mas ele ficará cego e perderá toda a esperança. E todos os seus outros descendentes morrerão de morte violenta. Hofni e Finéias, os seus dois filhos, morrerão no mesmo dia, e isso será uma prova para você de que o que eu disse é verdade. Escolherei para mim um sacerdote fiel, e ele fará tudo o que eu quero. Darei a ele descendentes que sempre estarão a serviço do rei que eu escolher. E todos os outros descendentes de você que, por acaso, ficarem com vida terão de se curvar diante do rei para pedir dinheiro e comida e implorarão para ajudar os sacerdotes, a fim de terem alguma coisa para comer". (1 Samuel 2:27-36 NTLH)


Deus já havia decidido que a penalidade para as ofensas que os sacerdotes Hofni e Finéias estavam cometendo era a morte. Mas como Eli não queria cumprir sua responsabilidade como pai e como supremo sacerdote de punir severamente as maldades deles, a maldição e pena de morte que estavam sobre Hofni e Finéias cairiam sobre a família inteira de Eli. Deu até usou o menino Samuel para avisar Eli:


"E o SENHOR disse: — Eu vou fazer com o povo de Israel uma coisa tão terrível, que todos os que ouvirem a respeito disso ficarão apavorados. Naquele dia farei contra Eli tudo o que disse a respeito da família dele, do começo até o fim. Eu lhe disse que ia castigar a sua família para sempre porque os seus filhos disseram coisas más contra mim. Eli sabia que eu ia fazer isso, mas não os fez parar. Por isso, juro à família de Eli que nenhum sacrifício ou oferta poderá apagar o seu terrível pecado." (1 Samuel 3:11-14 NTLH)


Depois de tal repreensão divina, um homem sábio se prostraria diante de Deus, agradeceria sua visitação sobrenatural, pediria perdão e se comprometeria diante do Senhor a agir de acordo com a Palavra de Deus, castigando quem merecia ser castigado, mesmo que envolvesse um castigo de pena capital. Mas qual foi a reação de Eli quando Samuel lhe entregou o recado profético?


"Então Samuel contou tudo, sem esconder nada. E Eli disse: — Ele é Deus, o SENHOR. Que ele faça tudo o que achar melhor!" (1 Samuel 3:18 NTLH)


Em outras palavras, Eli quis dizer: "Se Deus quiser agir e fazer o que eu mesmo não estou fazendo, ele pode fazer o que ele quiser, mas eu não vou agir. Que Deus aja sozinho". Como se diz, ele tirou o corpo fora — não aceitando a chance de colaborar com Deus na ordem da família de Deus e na própria família dele! Ele queria simplesmente continuar tratando seus filhos adultos do mesmo jeito que ele vinha tratando-os desde a infância: sem lhes ministrar castigo físico.


Conseqüências da negligência de um pai


Eli evitou sua responsabilidade de castigar, e as maldições sobre Hofni e Finéias se cumpriram, atingindo muito mais do que suas próprias vidas — afetando a nação inteira de Israel. Quando Israel enfrentou seus terríveis inimigos filiteus em batalha — sob a liderança "espiritual" de Hofni e Finéias —, houve grande derrota. Os israelitas descobriram, da pior forma, que estavam sem proteção espiritual:


" — O povo de Israel fugiu dos filisteus! — respondeu o mensageiro. — Foi uma terrível derrota para nós. Além de tudo, os seus filhos Hofni e Finéias foram mortos, e os filisteus tomaram a arca da aliança. Quando ouviu falar na arca, Eli caiu da cadeira para trás, perto do portão da cidade. Ele estava muito velho e gordo. Por isso, quando caiu, quebrou o pescoço e morreu. Eli foi o líder do povo de Israel quarenta anos." (1 Samuel 4:17-18 NTLH)


Eli não se preocupou muito com a morte dos filhos, pois ele já sabia que não havia outro destino para eles. Ele se preocupou mais com o destino da arca. Contudo, se ele tivesse agido energicamente, sua família não receberia maldição nem a arca seria tomada.


Poucos anos depois, praticamente toda a família sacerdotal de Eli foi brutalmente assassinada pelo rei Saul (cf. 1 Samuel 22), cumprindo-se assim a palavra profética dirigida a Eli: "E todos os seus outros descendentes morrerão de morte violenta". (1 Samuel 2:33b). A teimosia de um pai em não punir a teimosia e maldade dos próprios filhos removeu a segurança espiritual que poderia proteger os netos, bisnetos e outros familiares de Eli contra a fúria cega e assassina de Saul anos depois.


O profeta Samuel, em sua infância e juventude, viu tudo o que aconteceu com Eli e seus filhos. Ele viveu no ambiente sacerdotal de Eli, mas a diferença é que Samuel não era filho de Eli.


Ana, uma esposa israelita estéril, havia orado muito a Deus pedindo um filho. Deus respondeu dando-lhe a bênção de conceber Samuel em seu ventre. Depois do nascimento de Samuel, Ana o levou à casa de Deus — onde Eli ocupava a função de supremo sacerdote — e o entregou e consagrou ao serviço de Deus, separando-se fisicamente dele. (Veja 1 Samuel 1)


Do ponto de vista humano, o menino Samuel corria o risco de sofrer o mesmo tipo de deficiência educativa que Eli havia dado a seus próprios filhos — pois os filhos de Eli não sabiam o que era castigo físico. Do ponto de vista divino, tudo o que Ana e seu marido não podiam fazer por seu filho Samuel, Deus daria. Aliás, Deus soberanamente preencheu com sua maravilhosa graça toda a deficiência e má influência de Eli na criação e educação de Samuel.


A graça de Deus não é automática


Mesmo sendo criado sem nenhum castigo físico, Samuel milagrosamente não se tornou o tipo de adulto que eram os filhos de Eli. Samuel viu que a graça de Deus que estava sobre ele o tinha livrado de toda contaminação e dano. Daí ele pode ter concluído que é possível educar crianças sem a aplicação da disciplina física. Sem dúvida alguma, a falta de dano foi obra exclusiva da graça de Deus, porém Samuel pode bem ter pensado que ele poderia "sustentar" essa obra em sua família, sem jamais precisar recorrer a uma surra. A Palavra de Deus fala muito sobre Samuel e sua integridade, mas não fala muito sobre seus filhos, e o pouco que fala revela que eles não herdaram a integridade do pai. Tudo o que a Palavra de Deus diz sobre os filhos de Samuel é:


"Quando envelheceu, Samuel nomeou seus filhos como líderes de Israel. Seu filho mais velho chamava-se Joel e o segundo, Abias. Eles eram líderes em Berseba. Mas os filhos dele não andaram em seus caminhos. Eles se tornaram gananciosos, aceitavam suborno e pervertiam a justiça". (1 Samuel 8:1-3 NVI)


Samuel só tinha dois filhos, e eles eram corruptos — provavelmente porque o pai lhes deu a mesma educação (humanamente deficiente) que recebeu. A graça de Deus que trabalhou na vida de Samuel — sem a necessidade do uso da disciplina física — não trabalhou na vida de seus filhos. A graça de Deus não é uma bênção que nós escolhemos, nem é automática. Deus é que soberanamente escolhe e dá.


Samuel deve ter agido como sua mãe Ana, entregando seus filhos para a graça de Deus, achando que somente isso bastava. O que ele fez não é errado, mas as situações eram distintas. Na criação de Samuel, não havia um pai para discipliná-lo. Na criação dos filhos de Samuel, havia um pai para discipliná-los, porém esse pai tentou um caminho de fé que acabou não funcionando. Seu exemplo serve de lição para nós hoje. Os pais podem e devem entregar seus filhos a Deus e depender da graça de Deus, mas jamais podem deixar de cumprir os mandamentos específicos de Deus sobre educação e correção de filhos. Usar a graça de Deus como desculpa para evitar a responsabilidade da disciplina física é dar um salto no escuro — arriscando mandar os filhos para o mesmo destino e abismo de corrupção dos filhos de Samuel!


O mesmo Deus que em situações especiais concede soberanamente sua graça também orienta o seu povo sobre o método divino de castigo físico para a educação das crianças. A graça de Deus pode agir em situações em que a criança por um motivo ou outro não recebe castigo físico, principalmente na ausência dos pais, mas é arriscado e errado fechar deliberadamente os ouvidos para as orientações de Provérbios e "deixar para a graça de Deus" um trabalho e responsabilidade que Deus deu diretamente aos pais. Deus pode trabalhar quando os pais não estão presentes, exatamente como aconteceu na infância de Samuel, mas quando os pais estão presentes, eles devem agir conforme já está bem claro na Palavra de Deus.


Enquanto formos seres humanos, temos necessidades humanas. Uma dessas necessidades é disciplina, correção e castigo, que fazem parte tanto da família natural quanto da família espiritual. Para ajudar os pais na importante e difícil tarefa da disciplina, Deus nos deixou o Livro de Provérbios, que contém muitas passagens sobre o assunto.


O que a sabedoria de Deus ensinou a Salomão


O Livro de Provérbios na Bíblia foi, em grande parte, escrito por Salomão, filho de Davi. Sendo então o autor principal de Provérbios, como foi então que Salomão conseguiu escrever tanto sobre disciplina física de crianças? Foi por causa do exemplo de seu pai? Foi com o que aprendeu em seu lar na infância?


Salomão não aprendeu princípios de disciplina por experiência própria nem com o que via ao seu redor, pois no próprio lar em que cresceu ele nunca levou uma surra corretiva do pai. Por algum motivo, Davi nunca corrigia a teimosia e desobediência de seus filhos. Ele falhou nessa área. Ele foi um homem justo em muitas áreas, porém a Palavra de Deus mostra seu fracasso no desempenho de seu papel como pai. Quando seu filho Amnom estuprou a própria irmã, a maioria das versões bíblicas se limita a dizer que Davi ficou furioso quando soube da violência sexual, porém a Septuaginta revela muito mais:


"Quando soube disso, o Rei Davi ficou muito irado. Mas Davi não castigou seu filho Amnom. Ele favorecia Amnom porque ele era seu filho mais velho". (2 Samuel 13:21 GW)


"Quando soube do que havia acontecido com Tamar, Davi ficou muito irado. Mas Amnom era seu filho mais velho e também o seu favorito, e Davi não queria fazer nada que deixasse Amnom infeliz". (2 Samuel 13:21 CEV)


Outra passagem da Bíblia revela como Davi agia com seu filho Adonias:


Ora, toda a sua vida seu pai nunca havia sido contra ele ou lhe dito, Por que é que você fez isso? (1 Reis 1:6a BBE)


Mas seu pai nunca, nem uma só vez, o repreendeu dizendo: "Por que você agiu desse jeito?" (1 Reis 1:6a HCSB)


Seu pai o estragou na infância, jamais lhe dando, nem uma só vez, uma bronca. (1 Reis 1:6a MSG)


Talvez Davi não tenha sofrido castigos divinos tão fortes quanto os castigos que Eli recebeu porque Davi estava casado com várias mulheres e não tinha, como rei, tempo para administrar sua imensa família. Tal fraqueza pode não lhe ter custado as maldições que Eli colheu, porém não o livrou de problemas sérios com seus filhos. Seu filho Absalão, que nunca apanhou, tomou o seu trono e quase o matou, agindo com extrema violência, estuprando as concubinas do próprio pai! O caso de Absalão mostra o engano dos que acreditam que só as crianças criadas com disciplina se tornam violentas. O oposto foi verdade no caso de Absalão. Seu irmão Amnom, criado sem nunca levar uma surra, cometeu um ato violento, estuprando a própria irmã!


A chave então para não sofrer problemas semelhantes na família não é seguir a moda de hoje de evitar a disciplina física, mas adotar uma postura equilibrada: uma criança criada de modo violento ou sem castigo físico pode acabar cometendo violências, mas uma criança criada com o uso sábio da disciplina física terá muito mais chance de levar uma vida marcada por um comportamento bom e correto.


Passando toda a sua infância no lar de Davi, vendo Amnom, Absalão e Adonias em seus maus comportamentos, Salomão sabia o que era a falta de disciplina por experiência própria. Aliás, ele sofreu na própria pele as conseqüências da falta de disciplina do lar de seu pai, pois seu mimado irmão Adonias tentou tomar o governo das mãos de Salomão, e papai Davi não fez nada. O mimado Adonias estava disposto a matar Salomão para ficar com o trono.


Salomão também conhecia o caso trágico de Eli, através do que seu pai Davi lhe contava. Davi soube dos problemas internos da família de Eli através do próprio profeta Samuel, que era seu amigo. Assim, através de Davi Salomão conhecia até a situação dos filhos de Samuel.


Talvez seu pai Davi não tenha se importado muito com a falta de castigo físico com que Eli, Samuel e ele mesmo criaram seus filhos porque aquelas gerações de modo geral não educavam crianças de outro jeito. Pelo fato de que grandes líderes espirituais daquela época como Eli, Samuel e Davi não viam nada de errado com a falta de disciplina física na educação de filhos, é bem possível que em Israel a educação sem castigo físico fosse bem mais comum do que se poderia imaginar.


Provavelmente, o próprio Salomão nunca colocou em prática os princípios de disciplina de filhos que ele escreveu em Provérbios quando ele ainda era jovem, muito temente a Deus e não tinha esposa e filhos. Provérbios orienta os homens a ter somente uma esposa[1], porém Salomão teve muitas.[2] Ele desobedeceu.[3] Provérbios é o livro da Bíblia que mais ensina sobre disciplina, porém Roboão, filho de Salomão, seguiu a tradição da família de Davi de filhos mimados e maus.


Mas só porque Salomão não conseguiu obedecer significa que todos os homens de Deus também não conseguirão ter somente uma esposa e educar e corrigir os filhos conforme os excelentes princípios de Provérbios?


O que Deus fala aos pais através de Provérbios


Nas muitas orientações que escreveu sobre correção de filhos, Salomão não foi influenciado por costumes de sua família nem pela cultura ao seu redor. Ele estava sem condições de escrever com base na própria experiência, pois ele e seus irmãos não sabiam o que era receber disciplina do pai. Foi a inspiração direta de Deus que o levou a sustentar a posição não de seu pai nem de sua cultura nem de seu próprio coração, mas de Deus na questão da disciplina física. A sabedoria de Deus o capacitou a entender e ver o que mesmo seu pai e Samuel não viam. Deus, através da sabedoria de Salomão em Provérbios, ensina:


"Aquele que poupa a vara odeia seu filho, mas aquele que o ama tem o cuidado de discipliná-lo". (Provérbios 13:24 NIV)


"Quem se recusa a surrar seu filho o odeia, mas quem ama seu filho o disciplina desde cedo". (Provérbios 13:24 GW)


"Aquele que poupa sua vara [de disciplina] odeia seu filho, mas aquele que o ama o disciplina com diligência e o castiga desde cedo". (Provérbios 13:24 Bíblia Ampliada)


"Os açoites que ferem, purificam o mal; E as feridas alcançam o mais íntimo do corpo." (Provérbios 20:30 TB)


"Os castigos curam a maldade da gente e melhoram o nosso caráter." (Provérbios 20:30 NTLH)


"Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser". (Provérbios 20:30 NVI)


"É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem." (Provérbios 22:15 NTLH)


"A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele." (Provérbios 22:15 RC)


"A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela". (Provérbios 22:15 NVI)


"Todas as crianças são sem juízo, mas correção firme as fará mudar". (Provérbios 22:15 CEV)


"A crianças por natureza fazem coisas tolas e indiscretas, mas uma boa surra as ensinará como se comportar". (Provérbios 22:15 GNB)


"Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno." (Provérbios 23:13-14 RC)


"Não evite disciplinar a criança; se você a bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)". (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)


"Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno". (Provérbios 23:13-14 RA)


"Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte". (Provérbios 23:13-14 NTLH)


"Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura". (Provérbios 23:13-14 NVI)


"É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha". (Provérbios 29:15 NTLH)


"A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe". (Provérbios 29:15 RA)


"A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe". (Provérbios 29:15 RC)


"Uma surra e um aviso produzem sabedoria, mas uma criança sem disciplina envergonha sua mãe". (Provérbios 29:15 GW)


Contudo, embora favoreça surras com vara, a Palavra de Deus não apóia o excesso e a violência:


"Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender; mas não os mate de pancadas". (Provérbios 19:18 NTLH)


"Castiga teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alçarás a tua alma". (Provérbios 19:18 RC)


"Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo". (Provérbios 19:18 RA)


"Corrija seus filhos antes que seja tarde demais; se você não castigá-los, você os está destruindo". (Provérbios 19:18 CEV)


"Discipline seus filhos enquanto você ainda tem a chance; ceder aos desejos deles os destrói". (Provérbios 19:18 MSG)


Portanto, a Palavra de Deus não aceita nenhum tipo de excesso — nem falta de disciplina, nem surras violentas que colocam a vida da criança em risco.


A falta de disciplina pode representar derrota em muitas áreas para pais cristãos negligentes, que abrem a boca para repreender e mais nada. Embora os meios de comunicação freqüente e insistentemente destaquem os abusos de pais que utilizam a violência no lugar da disciplina, não há espaço igual para alertar o público sobre os perigos da falta de disciplina. Aliás, a elite liberal e esquerdista — dona dos meios de comunicação — escolheu o radicalismo no lugar do bom senso, preferindo apoiar esforços para proibir toda forma de castigo físico em crianças, tornando a falta de disciplina a norma em toda a sociedade.


O ponto preocupante é que se a falta de disciplina em lares cristãos fortes pode provocar grandes prejuízos, o que poderia ocorrer então a uma sociedade inteira que se deixou seduzir pela propaganda enganadora de que toda disciplina física equivale à violência? A Palavra de Deus pode não ter sido escrita por especialistas em psicologia, mas uma Mente Sábia está por traz de sua orientações. Trocar essas orientações por conselhos e leis da moda podem trazer alívio e acomodação no presente, mas também o espectro de um futuro incerto e sombrio, pois não há indivíduo ou sociedade que tenha experimentado sucesso rejeitando as orientações da Palavra de Deus.


Certos entendidos da Bíblia gostam de afirmar que algumas passagens da Bíblia não são mais válidas, porque na opinião deles sua aplicação só tem relevância para a cultura e sociedade do passado. Por exemplo, se Eli e Davi utilizassem a vara para disciplinar seus filhos, esses entendidos concluiriam, conforme seus próprios desejos, que o uso da vara como instrumento de correção no lar tinha uma aplicação cultural para aquela época que hoje não mais tem. Mas a realidade é bem outra, de modo que seria muito interessante ver esses estudiosos se contorcendo para interpretar, contra seus próprios gostos, que a falta de disciplina é uma prática cultural do antigo Israel sem valor para os dias de hoje! Mas esses estudiosos não agem assim. Só quando lhes é conveniente é que eles reinterpretam a Bíblia utilizando o argumento cultural.


A disciplina e os castigos fazem parte da família espiritual e humana


Assim como Deus disciplina seus próprios filhos espirituais, ele também quer que os pais aqui na terra disciplinem seus próprios filhos.


Embora as medidas de Deus contra a teimosia, rebelião e desobediência de seu povo sejam extremamente enérgicas e duras, ele limitou as ações enérgicas dos pais à utilização da vara em casos de necessidade.


No Novo Testamento, o Senhor Jesus se utiliza de repreensões e castigos para lidar com a desobediência de algumas igrejas. Uma das igrejas recebeu a seguinte censura do Senhor:


"No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos. Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua imoralidade sexual, mas ela não quer se arrepender. Por isso, vou fazê-la adoecer e trarei grande sofrimento aos que cometem adultério com ela, a não ser que se arrependam das obras que ela pratica. Matarei os filhos dessa mulher. Então, todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e retribuirei a cada um de vocês de acordo com as suas obras". (Apocalipse 2:20-23 NVI)


Deus cuida de sua família espiritual, educando-a, treinando-a e castigando-a, e ele nos deixou o Livro de Provérbios a fim de que também eduquemos, treinemos e castiguemos nossos filhos. A educação de crianças de Provérbios pode ser resumida num só versículo:


"Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele". (Provérbios 22:6 NTLH)


Com os conselhos sábios de Provérbios, os pais podem treinar seus filhos a andar no caminho do comportamento bom e certo, e até o fim da vida eles praticarão o que aprenderam e evitarão os maus comportamentos.


Ninguém é mais sábio do que Deus em matéria de criação de filhos. Nenhum livro da Bíblia fala tanto de sabedoria quanto Provérbios. E ninguém na terra foi mais sábio do que Salomão, pois sua sabedoria vinha de Deus. Assim, a sabedoria de Deus juntamente com a sabedoria de seu servo Salomão produziram os conselhos mais sábios que os pais precisam para desempenhar a responsabilidade de treinar seus filhos no bom caminho.


Os "sábios" deste mundo — que são verdadeiros tolos diante de Deus — só aceitam o que seus amigos "sábios" ensinam. Mas os verdadeiros sábios aceitam o que a Mente mais sábia do universo ensina em Provérbios.

"O tolo pensa que sempre está certo, mas os sábios aceitam conselhos." (Provérbios 12:15 NTLH)
"Quem anda com os sábios será sábio, mas quem anda com os tolos acabará mal." (Provérbios 13:20 NTLH)

Educação sem castigo físico: na moda desde os tempos de Eli


A propaganda da moda, que segue o método de Eli de conversar e repreender sem usar uma vara, prega que a disciplina física leva a violência aos lares e à vida dos filhos. Hofni, Finéias, Amnom, Absalão e Adonias — onde quer que eles estejam hoje — jamais concordariam com esse tipo de opinião! Eles se tornaram maus e violentos e agora estão pagando um elevado preço, sofrendo castigo eterno. Quem acha que o método de criação e educação de filhos sem castigo físico é invenção moderna superando práticas passadas, não conhece a vida de Eli e Davi. Esse método não foi inventado pelos especialistas de psicologia de hoje. Foi inspirado no coração humano e está em vigor há milhares de anos.


Assim como no caso de Salomão, que não escreveu sobre disciplina baseado nas experiências de infância que teve na casa de seu pai, o autor deste artigo e sua esposa vêm de lares onde os pais não acreditavam na eficácia dos castigos físicos. Acreditavam apenas no método de Eli, jamais tolerando que uma criança levasse uma palmadinha para corrigir atos de teimosia e rebelião. Aliás, num de nossos lares, além de abundantes revistas "especializadas" em criação de filhos com abundantes conselhos psicológicos à la Eli, havia também um manual do Dr. Benjamin Spock, responsável pela moderna rejeição em massa ao uso da disciplina física. Os livros do Dr. Spock são vendidos há mais de meio século — criando pelo menos três gerações inteiras de pais que amam e seguem suas teorias como se fossem tão ou mais sagradas do que todas as orientações do Livro de Provérbios.


Hoje, apesar de toda essa tradição em nossas famílias, acreditamos na Palavra de Deus, que está acima das experiências, tradições, modismos e opiniões humanas — até mesmo de cristãos bem intencionados que são uma bênção em muitas áreas, mas seguem os passos de Davi e Eli quando falam e ensinam sobre criação de filhos. O melhor manual de criação de filhos sempre foi e sempre será a Bíblia, e o maior mestre não é o Dr. Benjamin Spock. É o Autor da Bíblia.


É claro que Deus não aceita abusos de autoridade, porém não é certo utilizar os casos de violência e excessos para anular as orientações do Livro de Provérbios para os pais, pois a Palavra de Deus é clara que é justamente a falta da aplicação de castigos físicos que pode levar as famílias e seus filhos a destinos trágicos. Essas tragédias poderão ter um grande aumento em toda a sociedade, pois a meta do governo é proibir os pais de disciplinar os filhos. Essa proibição inevitavelmente tornará ilegal e crime obedecer às orientações de Deus em Provérbios.


Eli morreu há mais de três mil anos, mas seus seguidores hoje são muitos, principalmente entre educadores, psicólogos e defensores dos "direitos" das crianças. Se estivesse vivo, ele exigiria sua marca registrada do método que muitos psicólogos hoje arrogantemente atribuem a seus próprios conceitos. Ele diria o que é muito comum em nossos dias: "Quero meus direitos! Eu sou o pai desse método! Essa invenção pertence a mim!" Ele poderia até processar os psicólogos por lhe terem roubado a invenção da "disciplina sem castigo físico". Bom então para os psicólogos que Eli não esteja vivo!


Brincadeiras de lado, Eli e seus filhos podem estar sofrendo castigo eterno por não reconhecerem o valor do castigo físico aqui na terra. Pai e filhos podem estar pagando o mesmo preço, por causa de seus pecados. Bem que a Palavra de Deus avisa:


"Não fique com medo de corrigir seus filhos; uma surra não os matará. Uma boa surra, aliás, pode salvá-los de algo pior do que a morte." (Provérbios 23:13-14 MSG)


Fonte: www.juliosevero.com

Conselhos àqueles que pensam em mudar de Igreja




Um náufrago foi encontrado dez anos depois em uma pequena ilha. Quando o capitão do navio de resgate chegou lá notou que havia três cabanas de bambu cobertas com folhas de coqueiro. "Por que três cabanas? Você não ficou aqui sozinho por dez anos?", perguntou o capitão. "Sim, fiquei", respondeu o náufrago. E completou: "Aquela primeira cabana é a minha casa e aquela segunda é a minha igreja". "E o que é aquela terceira cabana ali adiante?", insistiu o capitão. O magro e barbudo homem, com olhar de desprezo respondeu: "É a minha ex-igreja"


Pois é, essa pequena e engraçada história nos faz pensar na enorme quantidade de pessoas que trocam de igreja como se estivessem trocando de roupa. Assusta-me o fato de que inúmeros cristãos mudem de igreja com tanta facilidade. Talvez isso se deva ao pluralismo eclesiástico de nosso tempo, onde se é possível encontrar uma variedade enorme de igrejas que anunciam o evangelho de Cristo segundo o gosto do freguês. Isto se vê nitidamente nas pregações temáticas com palestras para empresários, endividados, adoecidos na alma, escravizados e etc.


Infelizmente Já vi casos de irmãos que com menos de 05 anos de caminhada cristã já passaram pelo menos por cinco igrejas. O interessante é que boa parte destes crentes migradores, ao chegarem a sua nova comunidade o fazem cheios de murmurações e reclamações quanto às comunidades passadas. No entanto, bastam alguns poucos meses de relacionamento com seus novos irmãos, para descobrirem de que essa igreja não é tão ungida quanto se pensava, e que a igreja do lado tem mais propostas a oferecer do que todas as outras que já passou.


Os que se comportam desta forma justificam suas saídas para uma nova igreja usando desculpas das mais estapafúrdias possíveis. Para estes, o problema é sempre dos outros, além obviamente de justificar seu afastamento afirmando que o pastor é fraco, que a palavra não é ungida, que o louvor não tem poder e que os crentes são falsos e cheios de pecados.


Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Ainda que saibamos que algumas migrações eclesiásticas são absolutamente legitimas, temos que convir que boa parte destas não possuem o menor fundamento. O fato é que por vivermos em um tempo onde as relações são ralas e superficiais, as pessoas preferem voar como pássaros de igreja em igreja evitando relacionamentos mais íntimos e profundos do que serem confrontadas em seu modo errado de viver.


Isto posto, resolvi escrever algumas dicas àqueles que pensam em mudar de igreja:


1) Ore.
2) Analise os seus reais motivos. O que será que está motivando a querer mudar de igreja?
3) Cuidado com as suas emoções. Não é porque você se aborreceu com alguém que deve mudar de igreja. Aborrecimentos acontecerão em qualquer Comunidade cristã.
4) Avalie doutrinariamente a igreja que faz parte e a igreja que pretende ir. Lembre-se que igrejas saudáveis possuem um púlpito saudável.
5) A igreja que faz parte possui um governo despótico ditadorial onde o pastor é o ungido do Senhor e não pode ser questionado em absolutamente nada?
6) De que forma a igreja que faz parte lida com o dinheiro?
7) O que você espera de uma igreja? A pregação de todo Conselho de Deus, que lhe confronte ajudando-o a crescer como cristão, ou a ministração de mensagens temáticas que lhe satisfaçam os desejos de uma vida próspera e abençoada?
8) A igreja que você é membro prega "novas" revelações doutrinárias?
9) Se o motivo for razões doutrinárias, esses motivos são realmente importantes?
10) Você se sente tolhido e vítima de abuso espiritual?
11) Converse com seu pastor abertamente sobre o seu desejo e peça conselhos.
12) Ouça pessoas mais maduras e permita o benefício da dúvida.
13) Não seja precipitado. Lembre-se que a precipitação pode levá-lo a experimentar consequências desagradabilissimas.




Pense nisso!


Renato Vargens

II Seminário Sobre a Realidade da Igreja Brasileira vai abordar o avivamento gospel


Como está a igreja brasileira? É correta a implantação da modernização na teologia bíblica? Estas são apenas algumas das perguntas que serão respondidas durante o II Seminário Sobre a Realidade da Igreja Brasileira. O palestrante será o pastor Renato Vargens (foto ao lado), da Igreja Cristã da Aliança em Niterói-RJ.

Renato Vargens abordará três temas: O Pseudo-Avivamento do Movimento Gospel; Os apóstolos Modernos e suas Distorções Teológicas; e Similaridades do Catolicismo do Século XVI com o Neopentecostalismo e A Necessidade de Uma Nova Reforma.

O tema despertará a curiosidade de muitos. Muitas pessoas têm se colocado numa posição de cautela enquanto não chega alguém para tirar suas dúvidas quanto às doutrinas perigosas que estão sendo inseridas na igreja brasileira.

Da Redação VINACC