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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Coabitação ligada a aumento exponencial em risco de relacionamentos fracassados

Mais um novo estudo engrossa as fileiras das evidências persuasivas de que a coabitação antes do casamento aumenta de forma significativa a instabilidade dos relacionamentos.
A Dra. Pamela J. Smock, professora de pesquisas no Centro de Estudos Populacionais da Universidade de Michigan em Ann Arbor, publicou um estudo na Revista de Casamento e Família acerca de dados coletados sobre a coabitação nos Estados Unidos e as implicações da coabitação na estabilidade dos relacionamentos.
“A partir da perspectiva de muitos jovens adultos, casar sem viver junto parece à primeira vista algo bem tolo”, disse a Profª Smock. “Só porque alguns estudos acadêmicos mostram que viver junto pode de certa forma aumentar a chance de divórcio, os jovens adultos parecem não crer nisso”.
“A coabitação está cada vez mais se tornando a primeira união co-residencial formada entre jovens adultos”, disse o estudo. “Como conseqüência da crescente preponderância da coabitação, o número de crianças que nascem de pais amigados solteiros também aumentou”.
A Profª Smock constatou que a proporção de mulheres entre 35 e 40 anos de idade que já haviam coabitado havia duplicado nos últimos 15 anos, de 30 para 61 por cento, e que aproximadamente metade dos casais que coabitam casam dentro de três anos.
Contudo, o estudo revelou que, com diferenças baseadas em raça e etnicidade levadas em consideração, crianças que nascem de pais amigados em comparação com crianças que nascem de pais casados têm mais de cinco vezes o risco de experimentar a separação de seus pais, mostrando um aumento exponencial em relacionamentos fracassados para casais que atualmente coabitam ou já coabitaram.
A Profª Smock também constatou que relacionamentos fracassados devido à coabitação, a partir da perspectiva dos filhos desses casais, são mais comuns em casais brancos do que em casais negros ou hispânicos.
“Essa diferença em estabilidade da união é maior para as crianças brancas, em comparação com crianças negras ou mexicanas dos EUA. Para crianças brancas, diferenças nos níveis educacionais dos pais, uso de drogas por parte dos pais e casamento e filhos anteriores são as principais causas da instabilidade mais elevada vivida pelas crianças que nascem de pais amigados”.
O estudo conclui que os casais que vivem juntos antes de se casar têm menos probabilidade de permanecerem casados do que aqueles que não vão morar juntos antes do noivado ou casamento.
Um resumo do estudo “Married and Cohabiting Parents' Relationship Stability: A Focus on Race and Ethnicity” está disponível aqui.

Traduzido por Julio Severo: http://www.juliosevero.com/


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