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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cai a máscara

À nossa volta, vai se fechando o cerco sobre a liberdade. Na Venezuela isso já é uma realidade. Com exceção do Chile, essa triste América Latina vai amordaçando as vozes que, certo ou errado, formam o contraditório que permite à população formar juízo sobre seus governantes.
Governantes em todos os tempos experimentaram a tentação de suprimir a liberdade de expressão, sempre que essa buscasse estabelecer a controvérsia, ainda que por caminhos tortos, e iluminar os cidadãos com o conhecimento.
A leitura da correspondência de Thomas Jefferson é ilustrativa da sua preocupação com o assunto, que o acompanhou por grande parte de sua vida pública. "Nossa liberdade não pode ser assegurada senão pela liberdade de imprensa, nem pode essa liberdade ser limitada sem que corramos o risco de perder toda a liberdade", escreveu ele a John Jay, em 1786.
Oito anos depois, escrevendo desta vez a John Tyler, maravilhava-se com a possibilidade de o povo se governar pela razão e pela verdade. Para isso, dizia, era necessário que todos os caminhos que conduzissem à razão e à verdade estivessem livres para o povo. "O caminho mais eficaz até agora encontrado para isso é a liberdade de imprensa", escreveu. E completou dizendo que esse seria o primeiro caminho a ser fechado por aqueles que temem ser investigados por seus atos.
O passar do tempo não extinguiu suas preocupações com os que ameaçavam a liberdade de imprensa. Ainda em 1823 essa ameaça pairava sobre a democracia americana, como atesta a carta que enviou a John Adams, em 1823, onde dizia que a luz que caiu sobre a humanidade pela arte da imprensa mudou a condição do mundo. E afirmava, com a certeza da fé, que enquanto ela fosse preservada essa condição não reverteria à tirania, como o raiar do sol não abandona o seu curso.
Sábias palavras! A liberdade de imprensa foi mantida pelo fervor religioso à liberdade por parte do povo americano. Quando, em 1831, lá chegou Alexis de Tocqueville, a encontrou fulgurante, a despeito do que considerava seus excessos.
Em sua obra magistral, A democracia na América, ele registrou: "Quanto mais observo os efeitos de uma imprensa livre, mais convencido fico de que, no mundo moderno, a liberdade de imprensa é o principal elemento da liberdade em geral".
Nem todos pensam assim. Especialmente os governantes que temem ser investigados por seus atos, não apreciam as vantagens, para a população, de uma imprensa livre.
À nossa volta, vai se fechando o cerco sobre a liberdade. Na Venezuela isso já é uma realidade. Com exceção do Chile, essa triste América Latina vai amordaçando as vozes que, certo ou errado, formam o contraditório que permite à população formar juízo sobre seus governantes.
Fosse Jefferson brasileiro e estivesse entre nós, certamente estaria expressando as mesmas preocupações que expressou com relação à liberdade em seu próprio país.
Estamos assistindo a mais um capítulo da luta pela liberdade de opinião na Argentina. Lá, a governante de plantão ameaça fazer com que o Estado se apodere da principal fábrica argentina de papel de imprensa, a Papel Prensa, em que é sócio minoritário, em parceria com os jornais La Nación e Clarín.
Alega a primeira mandatária que a compra da Papel Prensa pelos jornais deu-se em circunstâncias irregulares. Segundo ela, membros da família Graiver, anteriormente proprietária, teriam sido sequestrados e torturados pelo regime militar argentino para que os jornais passassem a controlar a fábrica de papel. A venda ocorreu em 1976, quando se iniciava na Argentina o regime militar. As provas da irregularidade seriam cabais e foram apresentadas em entrevista coletiva à imprensa na Casa Rosada.
Não deixa de ser peculiar que o governo queira agora exumar a regularidade ou não de um negócio ocorrido em 1976. Não deixa de ser peculiar também que o Estado argentino tenha sido sócio, por tanto tempo, de um negócio adquirido, segundo a presidente, de forma irregular.
Ontem, contudo, a farsa começou a ruir. Vincular a venda da Papel Prensa à tortura é falso, conforme mostrou em dura carta o ex-embaixador da Argentina na Unesco, Gustavo Caraballo. Ele havia sido detido em 1977 e torturado no centro clandestino Puesto Vasco, junto com Lídia Papaleo de Graiver. A data é significativa, já que a venda da empresa ocorreu em 1976. Os Graiver foram detidos e torturados em 1977, quando a transferência do controle já havia se dado.
Nesta quinta-feira, o jornal Clarín publicou documentos depositados em juízo por Isidoro Graiver e Maria Sol Graiver, que asseguram que não houve qualquer irregularidade na compra  da Papel Prensa e que nenhum dos membros da família sofreu qualquer pressão para vender a empresa.

Cai por terra assim a mentira. Caiu a máscara. O governo que mente com os números da inflação é o mesmo governo que agora mente a respeito da compra da fábrica de papel. O que pretende é sufocar os jornais, monopolizando o fabrico de papel e negando o acesso dos jornais à sua matéria prima. Com razão preocupavam-se Jefferson e Tocqueville com a manutenção da liberdade de expressão. Quando essa se vai, junto com ela vão todas as demais.

Publicado no Diário do Comércio /Roberto Fendt é economista.

MIDIA SEM MÁSCARA

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Caminho de Deus

O Ministério Pastoral é extremamente estafante. Isto porque, os pastores trabalham bem mais do que muita gente imagina, dedicando-se com esmero no cuidado e pastoreamento de vidas. Para agravar a situação, não são poucos os pastores que raramente conseguem tirar férias desligando-se dos problemas da congregação.
Alguém já disse que o desgaste emocional e físico adquirido pelo pastor na elaboração e pregação de um sermão corresponde em mais de 08 horas de trabalho braçal. Soma-se a isso que boa parte destes pastores há muito não possui em sua agenda espaço para ouvir outros pastores, reciclar suas mensagens, como também estabelecer novas amizades. 
Diante do exposto, gostaria de indicar aos inúmeros pastores que me lêem a participarem da 26ª Conferência da FIEL que realizar-se-á entre os dias 18 e 22 de outubro de 2010. Ouso afirmar que o evento organizado pela Editora FIEL, é um dos mais relevantes do país onde preletores extremamente qualificados, ministram ao coração de pastores e líderes, mensagens abençoadoras e revigorantes.
O tema da 26ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes será “O Caminho de Deus” que terá como preletores, Dr. Steven Lawson, Dr. Joel Beeke, Pr. Thabiti Anyabwile, Pr. Luiz Sayão, Dr.Don Klistler, e Martha Peace.  
A expectativa dos organizadores do congresso é que 1500 pessoas participem daquele que eu considero um dos mais importantes congressos de reflexão reformada da América Latina.
Acredito também que uma igreja que ama seu pastor e que deseja vê-lo frutificando no ministério deveria investir em projetos como esse, incentivando seu líder espiritual a separar momentos em sua agenda para ouvir santos homens de Deus. Além disso, tenho plena convicção que igrejas possuidoras de uma visão saudável investem financeiramente em seus pastores, proporcionando a estes condições de acesso a eventos de extrema relevância como os que são organizados pela Fiel.

Espero você lá,

Renato Vargens
 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Fechando as cortinas da vida

Paulo foi o maior pastor, teólogo, missionário e plantador de igrejas da história do cristianismo. Ele plantou igrejas nas províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Ele enfrentou açoites, prisões, naufrágios e apedrejamento, mas jamais perdeu a doçura nem deixou de glorificar a Deus no sofrimento. Em 2 Timóteo 4.6-18, Paulo fala que seu passado foi marcado por combate, perseverança e fidelidade (2Tm 4.7). Ao enfrentar seu presente, afirma que não é Nero que vai lhe matar, mas ele é quem vai se entregar (2Tm 4.6). Ao vislumbrar seu futuro, está seguro de que a recompensa divina já está preparada para ele.
Paulo está no corredor da morte, na ante-sala do martírio. Está fechando as cortinas da vida numa masmorra úmida, fria e insalubre. Não havia mais esperança de liberdade. Deus não o pouparia mais da morte, mas o libertaria através da morte. É nesse contexto que o veterano apóstolo compartilha conosco seus sentimentos. O que Paulo estava sentindo na prisão, antes do seu martírio?

1. O drama da solidão (2Tm 4.9,11,21). Paulo não está apenas preso, mas também só. Ele precisa de Deus, mas também de gente ao seu lado. Por isso, roga a Timóteo para vir estar com ele. Pede a Timóteo para trazer Marcos, o mesmo Marcos que ele um dia dispensara. Paulo anseia por comunhão e relacionamento. Deseja ter alguém do seu lado antes de morrer. Gente precisa de Deus, mas gente também precisa de gente.

2. O drama do abandono (2Tm 4.10). Paulo diz que Demas, por ter amado o presente século, o havia abandonado. Aquele que um dia caminhara com ele e fora seu cooperador, agora abandona suas fileiras. Quando mais Paulo precisa de ajuda e companheirismo, Demas o deixa só. Quando mais Paulo está focado no céu, ansiando pela era por vir, Demas ama o presente século e dá as costas para Deus.

3. O drama da traição (2Tm 4.14,15). Paulo enfrenta no final da vida a amarga realidade da traição. Alexandre, o latoeiro causou-lhe muitos males. Os estudiosos afirmam que foi esse indivíduo que delatou o apóstolo Paulo, culminando em sua segunda prisão e consequente martírio. Alexandre não perseguiu apenas o pregador, mas também a pregação. Ele atacou não apenas o mensageiro, mas também a mensagem. Mesmo o maior missionário da igreja cristã, não é poupado de enfrentar, já no final da vida, a dolorosa realidade da traição.

4. O drama da privação (2Tm 4.13). Paulo foi o maior líder da igreja cristã no primeiro século. Nenhum imperador exerceu tanta influência na história como ele. Mas esse homem chega ao final da vida sem aposentadoria, sem casa para morar nem mesmo roupa para vestir. Ele pede a Timóteo para trazer-lhe seus livros, pergaminhos e até mesmo a capa. O inverno estava chegando e ele não suportaria as baixas temperaturas de Roma enfurnado naquela gélida masmorra. Paulo não tem luxo e está privado até mesmo das coisas essenciais.

5. O drama da ingratidão (2Tm 4.16). O velho apóstolo enfrenta mais um golpe doloroso no final da vida. Na sua primeira defesa, ninguém foi a seu favor, antes todos o abandonaram. Aquele que investira sua vida na vida dos outros, agora quando precisa de uma palavra a seu favor, vê a sala da audiência vazia, pois todos o haviam abandonado. Antes de sentir-se desolado com a ingratidão dos homens, Paulo afirma que Deus o assistiu e o revestiu de forças. Antes de tombar no cadafalso romano, o veterano apóstolo ergue os olhos aos céus, e diz: “Ao Senhor Jesus seja a glória pelos séculos dos séculos”.

Pastor Hernandes Dias Lopes

Immanuel Kant versus Israel

Os nazistas procuraram eliminar os estados-nação. Não menos do que Kant, eles sonhavam com um estado universal. Os defensores do Novo Paradigma deturpam a história.
Eu que aprecio profundamente o que a civilização ocidental alcançou, apesar de todos os seus defeitos, fico perplexo em ver como muitas pessoas no ocidente guardam no coração tamanha hostilidade no que tange seu estilo de vida. Se democracia, mercado livre e estado de direito criaram uma estabilidade sem precedentes, prosperidade e decência; como explicar que tantos beneficiários não conseguem enxergar isso?
Por que, por exemplo, os Estados Unidos, que fizeram tanto para o bem estar das pessoas, inspira tamanha hostilidade? E o minúsculo Estado de Israel, símbolo de rejuvenecimento para um povo perpetuamente oprimido - por que ele engendra um ódio passional tão grande que pessoas consideradas decentes desejem eliminá-lo?
Yoram Hazony do Shalem Center em Jerusalém apresenta uma explicação para esse antagonismo em um ensaio profundo com amplas implicações, "Israel Through European Eyes" (Israel visto através dos olhos dos europeus).
Ele começa com a noção de "mudança de paradigma" desenvolvida por Thomas Kuhn em seu estudo, The Structure of Scientific Revolutions de 1962. Esse conceito de grande influência sustenta que os cientistas veem seu objeto de estudo a partir de uma estrutura específica, um "paradigma". Paradigmas são estruturas que corroboram o entendimento da realidade. Fatos que não se encaixam no paradigma são desconsiderados ou rejeitados. Kuhn revisa a história da ciência e demonstra como, uma série de revoluções científicas, mudaram os paradigmas, desde a física aristoteliana, à newtoniana e à einsteiniana.
Paradigmas também estruturam a política e Hazony aplica essa teoria à deslegitimação de Israel no Ocidente. A reputação de Israel tem se deteriorado por décadas, sustenta ele, "não devido a esse ou aquele conjunto de fatores, e sim porque o paradigma através do qual as pessoas mais educadas do Ocidente veem Israel, mudou". Respondendo à difamação, Israel apresenta fatos corretivos - sobre a integridade das suas forças armadas ou seus avanços revolucionários na medicina - esses fatos "não terão nenhum impacto real na trajetória geral de sua reputação entre as pessoas mais educadas do Ocidente". Em vez disso, o último paradigma precisa ser identificado e combatido. O paradigma esmaecido enxerga o estado-nação como legítimo e positivo, um meio de proteger os povos e permitir que eles floresçam. O tratado de Westphalia (1648) foi o momento chave em que a soberania dos estados foi reconhecida. John Stuart Mill e Woodrow Wilson dotaram o ideal do estado-nação com um alcance global. Esse paradigma, contudo, "quase entrou em colapso", afirma Hazon. O estado-nação não tem mais aquela atração; muitos intelectuais e figuras políticas na Europa veem-no "como fonte de um mal incalculável", enfoque esse que se alastra rapidamente.
O novo paradigma, baseado em última análise no tratado A Paz Perpétuade Immanuel Kant de 1795, defende a abolição dos estados-nação e o estabelecimento de um governo internacional. Instituições supranacionais como as Nações Unidas e a União Européia representam seus ideais e modelos.
O judeus e o Holocausto desempenham um papel estranhamente central na mudança de paradigma do estado-nação para o estado multinacional. A perseguição milenar aos judeus, culminando com o genocídio nazista, proveu Israel com um propósito de legitimidade especial de acordo com o paradigma antigo. Entretanto, da perspectiva do novo paradigma, o Holocausto representa os excessos de um estado-nação, o alemão, que enlouqueceu.
No paradigma antigo do estado-nação, a lição de Auschwitz foi "Nunca mais", significando que era necessário um Israel forte para proteger os judeus. O novo paradigma conduz a um "Nunca mais" bem diferente, que insiste que nenhum governo deve ter meios de potencialmente reproduzir os horrores nazistas. Segundo ele, Israel não é a resposta para Auschwitz. A União Européia sim. Que o estilo antigo do "Nunca mais" inspire os israelenses a colocarem em prática a mais despodurada política Ocidental que existe, a da legítima defesa, torna suas ações especialmente estarrecedoras para os defensores do Novo Paradigma.
É necessário destacar o erro de atribuir os horrores do nazismo ao estado-nação? Os nazistas procuraram eliminar os estados-nação. Não menos do que Kant, eles sonhavam com um estado universal. Os defensores do Novo Paradigma deturpam a história.
Os próprios israelenses não são imunes ao novo paradigma, como leva a crer o caso de Avraham Burg. Ex-orador do parlamento de Israel e candidato a primeiro ministro, mudou de paradigma e escreveu um livro sobre a herança do Holocausto que compara Israel a Alemanha Nazista. Ele agora deseja que os israelenses desistam de Israel como defensor do povo judeu. Ninguém, indica o triste exemplo de Burg, está imune à doença do novo paradigma.
O ensaio de Hazony não apresenta respostas políticas, mas em uma carta endereçada a mim ele esboça três áreas a serem abordadas: formar a conscientização da existência do novo paradigma, localizar anomalias para invalidá-las e revitalizar o antigo paradigma, atualizando-o.
Sua clara percepção é profunda e seu conselho oportuno.

Publicado na National Review Online / Original em inglês: Immanuel Kant vs. Israel

Tradução: Joseph Skilnik

Mídia Sem Máscara

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Brasil - Diagnóstico de um povo!

Analfabetismo, violência doméstica, desemprego, fome, delinqüência infanto-juvenil, favelização... Apesar das propagandas oficiais tentarem passar para nós uma imagem edênica do país, não precisamos ir muito longe de casa para ver que estes vocábulos ainda fazem parte do dia a dia de milhões de brasileiros.
É claro que os multifacetados problemas sociais que nos atingem do Oiapoque ao Chuí têm diversas origens; mas, sem querer ser simplista em minha abordagem, devo dizer que eles são efeitos de três causas maiores, sobre as quais discorro a seguir:
1. Enfraquecimento das famílias – Converse com um menor infrator e você logo descobrirá que ele geralmente vem de uma família marcada por violência doméstica e também pela absoluta falta de valores necessários a uma convivência digna dentro e fora de casa. Devido à ausência (ou presença abusiva) dos pais, estas crianças crescem sem limites, sem noção de autoridade.
Em lares mais abastados, onde cada um tem seu quarto, sua TV, seu computador e seus games, a realidade não é muito diferente; pois os pequenos vivem em um contexto dentro do qual não se discute conceitos de certo e errado nem sobra tempo para reuniões familiares.
Além disso, pais que vivem longe dos filhos por motivo de trabalho ou de divórcio acabam por querer compensar a distância de forma equivocada, dizendo sempre sim às exigências destes, levando-os a pensar que podem tudo.
Doutrinados apenas pela nem sempre sadia programação televisiva, esses garotos e garotas são como bombas-relógios, programadas para explodir mais tarde em forma de adultos que não saberão respeitar o direito dos outros.

2. Estado ineficiente – Somos um povo com mais de quinhentos anos de história, vasta extensão de terras agricultáveis, água em quantidade satisfatória, rico em recursos minerais, e, mesmo assim, as desigualdades sociais continuam acentuadas.
O Estado tem falhado em sua obrigação de oferecer serviços públicos de boa qualidade nas áreas de saúde, segurança e educação. Motivo? Esse mesmo Estado, muitas vezes, é feito por pessoas descomprometidas e corruptas, escolhidas por eleitores igualmente descomprometidos e corruptos.
Se por um lado não precisamos gritar o grito dos que vivem debaixo de ditaduras, por outro lado, precisamos admitir que a mãe gentil necessita urgentemente de eleitores sérios!

3. Religiosidade sem Deus – Somos um país de Estado laico e ao mesmo tempo livre, diversificado e tolerante no que diz respeito às questões de fé. Aqui, faço uma pausa em minha argumentação para dizer que esta é uma das melhores coisas que pode acontecer a um povo. As liberdades de expressão e de culto são troféus que para sempre devem ser guardados e protegidos pelos nossos legisladores!
Quando falo de religiosidade sem Deus, estou querendo dizer que ver igrejas apinhadas de gente nos finais de semana, nem sempre significa dizer que Deus está sendo buscado em sua essência.
Muita gente vai à missa ou ao culto somente para buscar a solução de problemas do dia a dia. Dessa forma, suas orações parecem mais uma extensa lista de compras, durante as quais pedem a benção de Deus, sem, entretanto, demonstrar interesse pelo Deus da benção.
Dentro desse tipo de religiosidade, não há procura por questões outras. Como Deus gostaria que eu me relacionasse com Ele, comigo mesmo, com a natureza e com meu próximo?
Sem a busca dessas respostas, estamos edificando sobre areia. Assim, a casa cai e fica difícil fazer a diferença que é necessária para um Brasil melhor...

Pastor Humberto de Lima

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Princípios da Adoração Reformada

A Confissão de Fé de Westminster, um dos mais valorizados Símbolos de Fé das igrejas reformadas, afirma, em seu capítulo vinte e um, que “o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo, e é tão limitado por sua própria vontade revelada, que ele não pode ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens, ou sugestões de Satanás, nem sob qualquer representação visível, ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras”.
Temos aqui, de maneira bem instrutiva, alguns princípios que, se bem observados e compreendidos com a devida e indispensável iluminação do Espírito Santo de Deus, muito podem nos ajudar a prestar a Deus uma adoração adequada, compatível com a sua glória e majestade; e, sobretudo, em nítida harmonia com as Escrituras Sagradas, suficiente Revelação de Deus para as nossas vidas.
O primeiro princípio presente no aludido capítulo de nossa Confissão de Fé de Westminster é o que aponta para o fato de que Deus é digno de ser adorado; e, de igual modo, nos convoca, solenemente, para o adorarmos num culto público, juntamente com todo o seu povo; os que foram eleitos pelo Pai, redimidos pelo Filho e regenerados pelo poder do Espírito Santo.
Essa adoração pública, manifestada no culto público, é um dever e um privilégio de toda a igreja do Senhor Jesus Cristo. Dever, porque somos chamados por Deus para tal finalidade, não se constituindo, pois, numa opção a ser seguida ou não por nosso arbítrio. Privilégio, porque no culto público, como bem pontua o teólogo presbiteriano Hermisten Maia Pereira da Costa, nós respondemos à santa convocação feita pelo Senhor para o cultuarmos e o adorarmos, de modo amoroso, consciente, humilde, reverente e obediente ao Deus Todo-Poderoso.
Respondemos ao Senhor com as nossas orações e os nossos louvores e a nossa devoção em ouvir-lhe a Palavra; nela meditar com crescente seriedade, desejando ardentemente praticá-la, de modo a não nos tornarmos meros ouvintes, aumentando, dessa maneira, a nossa condenação, conforme bem adverte a inspirada Epístola de Tiago. Tal adoração pública, materializada, convém reiterar, no culto público, radica, primária e fundamentalmente, no ser de Deus e nos inúmeros e magníficos atributos de que ele se acha adornado.
E a razão para tal é que o culto é teocêntrico, não antropocêntrico; seu esteio seminal é Deus, não o homem. Na realidade, ao comparecermos ao culto, devemos fazê-lo primordialmente para adorarmos a Deus, e não para recebermos dele alguma coisa que ele queira bondosamente nos conceder. Óbvio que no culto expressamos a Deus as nossas petições e necessidades, mas elas não são nem devem ser jamais a razão central e a motivação maior de nossa resposta à convocação que Deus nos faz para que o cultuemos.
Assim, somos convocados para adorar a Deus pelo que ele é, primariamente, e, também, pelos seus poderosos feitos, pelo modo sábio, santo e soberano como ele governa a história, de maneira a dar pleno e cabal cumprimento a todos os seus perfeitos e eternos propósitos.
O segundo princípio exarado na parte da Confissão de Fé de Westminster, que discorre sobre o culto público e a adoração ao Senhor, é o que se ampara no fato de que Deus não somente nos convoca para adorá-lo como também nos fornece as diretrizes corretas para fazê-lo, não nos deixando entregues à formulação dos nossos próprios conceitos, ideias e imaginações. A adoração pública, na perspectiva reformada, como se vê, não está confinada nos limites ilimitados da subjetividade humana, daquilo que o homem julga digno de ser oferecido a Deus, com base, tão-somente, nos supostos méritos da sua sinceridade.
O parâmetro aqui é a Palavra do próprio Deus, suficiente e autoritativa para nós, não a nossa sinceridade e os nossos sentimentos, por mais verdadeiros que presumamos que eles sejam. Na verdade, nesse particular, é sempre oportuno termos em mente que o nosso coração é enganoso e desesperadamente corrupto, conforme a contundente sentença do profeta Jeremias.
Mesmo depois de regenerados, nosso coração, muitas vezes, insiste em forjar caminhos inteiramente desaprovados por Deus, principalmente os que dizem respeito à prática de cultos aculturados, humanistas, impregnados de invencionices humanas, as quais justificamos como sendo os únicos meios de nos tornarmos palatáveis à mentalidade pós-moderna vigente em nosso tempo.
Assim, pois, para não nos enredarmos em modalidades cúlticas engendradas e aprovadas por nós mesmos, sem o mais leve exame escriturístico, Deus nos instrui pela sua Palavra a lhe prestarmos uma adoração simples, racional, fervorosa e pautada por suas santas ordenanças. Matéria recente da Revista Época, de larga circulação nacional, diz que certa comunidade evangélica, portadora de tradição histórica, para se ver mais aceita e relevante no meio urbano em que está inserida, trocou a pregação por palestras, termo muito mais amigável, ilustrando-as, sempre que possível, com crônicas literárias de Luís Fernando Veríssimo e letras de canções de Chico Buarque de Holanda. Que tal?
O Deus que quer ser adorado por seu povo estabelece o modo correto de o homem fazê-lo: ouvindo reverentemente a sua Palavra, que deve ser lida e exposta com fidelidade; entoando salmos ou hinos e músicas cujas letras se harmonizem com o caráter de Deus e a sua majestade; orando a ele de conformidade com a sua Palavra. E nada disso exclui alegria, emoção, celebração, fervor. Pelo contrário, devemos cultuar a Deus da forma mais fervorosa possível, sem, no entanto, nos afastarmos dos princípios orientadores que emanam da sua santa Palavra.
O terceiro e último princípio depreendido do citado artigo da Confissão de Fé de Westminster deixa claro que Deus reprova o culto que se presta a ele à revelia do que preceitua a sua Palavra. Quem duvidar disso vá às Escrituras Sagradas e veja que nela há inúmeros exemplos de pessoas que resolveram deliberadamente fazer o que Deus lhes havia proibido, e, por isso mesmo, foram repreendidas pelo Senhor: Caim, Nadabe e Abiú, Arão, pressionado pelo povo, construindo um bezerro de ouro, dentre outros. Deus nos ajude e nos dê a graça de compreendermos e vivenciarmos uma adoração que se coadune com a sábia e santa prescrição das Escrituras Sagradas.
SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMP

José Mário da Silva /Presbítero

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ESTUDE TEOLOGIA SEM SAIR DE CASA

A VINACC – Visão Nacional para a Consciência Cristã, em parceria com a FTB - Faculdade Teológica Betesta, de São Paulo, trouxe a Paraíba o Curso Básico de Teologia, com modalidade à distância. (Para o restante do país quem opera é a própria Faculdade Teológica Besteda – (11) 2976-0899 / atendimento@faculdadebetesda.com.br).
 


Essa parceria se propõe a facilitar o acesso das pessoas a um curso teológico, tendo em vista que muitos têm o desejo de estudar teologia, mas por falta de tempo não podem freqüentar uma sala de aula.

Foi pensando nisso que a VINACC oferece um curso teológico à distância, pois essa modalidade é acessível a todos, já que os alunos poderão estudar em suas próprias casas. O curso será lecionado através de cinco módulos, cada um com duração de três meses, ao todo o período do curso é de aproximadamente um ano e meio.

O curso tem como objetivo proporcionar as participantes um conhecimento sólido no campo teológico, visando o fortalecimento doutrinário do Corpo de Cristo, preparando melhor o cristão para a missão de evangelização e defesa da fé.

Para quem mora em Campina Grande ou João Pessoa, cada módulo vai custar 150 R$, já para pessoas de outras cidades, a taxa cobrada por módulo será de 150 R$ mais as despesas com os correios.

As vantagens de fazer este curso vão desde a flexibilidade no horário de estudo, já que o aluno vai estudar em casa, o sistema modular, que facilita o método de estudo, além de um material didático de excelente qualidade.

Além dessas vantagens, o curso básico de teologia da VINACC em parceria com a FTB oferece plantão tira-dúvidas via internet ou telefone, professores de alto nível, e ainda certificado ao término do curso.

A forma de pagamento pode ser no cartão de crédito ou com cheque pré- datado em três vezes sem juros.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no escritório da VINACC, na Rua Osvaldo Cruz – 229, no bairro do Centenário, em Campina Grande, na Paraíba, em horário comercial. Para maiores informações, os interessados podem entrar em contato com a VINACC, através do telefone (83) 3342-4654 ou vinacc@conscienciacrista.org.br

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