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terça-feira, 25 de maio de 2010

Calvino, evangelização e portas abertas

O reformador francês João Calvino acreditava que devemos fazer uso total das oportunidades que Deus dá para evangelizar. "Quando uma oportunidade para edificação se apresenta, devemos perceber que uma porta foi aberta para nós pela mão de Deus a fim de que possamos introduzir Cristo naquele lugar e não devemos nos recusar a aceitar o generoso convite que Deus nos faz". Por outro lado, quando as oportunidades são restritas e as portas do evangelismo estão fechadas ao nosso testemunho, não devemos persistir em tentar fazer o que não pode ser feito. Ao contrário, devemos orar e buscar outras oportunidades. "A porta está fechada quando não há expectativa de sucesso. [Então] temos que tomar um caminho diferente ao invés de desgastarmos-nos em vãos esforços para alcançá-los", Calvino escreve. Entretanto, dificuldades para testemunhar não são desculpas para deixar de tentar.
O Pr. Ezequias Marins, afirmou com muita propriedade que ele acredita que as oportunidades de evangelização são criadas pela providência divina e que precisam ser respondidas com entusiasmo e entendimento de que o Espírito Santo é efetivamente o Deus que está em nós.
Caro leitor, quando me converti em 1986 era comum ouvir dos pastores que o nosso país era um grande celeiro de missionários. Na época cansei de ver pessoas abraçando apaixonadamente a obra missionária sendo enviados por suas igrejas locais a todas as nações do mundo. Hoje, 24 anos depois, infelizmente a realidade não é mais a mesma, até porque, boa parte dos denominados cristãos estão muito mais preocupados com suas necessidades pessoais do que anunciar ao mundo o Evangelho da Salvação Eterna.
Pensando nisso escrevi um poema abaixo:

Dor, angustia e sofrimento,
Amargura, frustração e lamento,
Morte, drogas e iniqüidade,
Perversão, idolatria e maldade.
Violência, prostituição e injustiça,
Egoísmo, inveja, cobiça.
Gente má, homens depravados,
Marcados pelo pecado, "des-graçados."
Como precisam de Deus!
Como precisam de Cristo,
Mas como ouvirão se não há quem pregue?
Como ouvirão se não há quem anuncie?
Como ouvirão se não há quem os envie?
Como ouvirão se nos faltam obreiros?
Aliás, obreiros? Onde estão eles?
Talvez por aí procurando fórmulas mágicas de enriquecimento,
Ou quem sabe, dando ordens a Deus em seus templos,
Exigindo milagres a seu tempo.
Ah Obreiros? O que fazem?
Por onde andam?
Por que não olham os campos?
Campos brancos, prontos para ceifa,
Prontos para colheita, prontos para Deus.

Pense nisso!

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