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terça-feira, 26 de julho de 2011

Venezuela e Brasil: principais centros do Hezbollah na América Latina

Venezuela e Brasil: principais centros do Hezbollah na América Latina
Mais um "presente" do Foro de São Paulo ao Brasil e a toda América Latina: terroristas islâmicos espalhados por diversos países do continente.



Pelo menos umas 80 operações do grupo radical islâmico Hezbollah encontram-se ativas em 12 países da América Latina, especialmente na Venezuela e Brasil; um pequeno exército que poderia representar uma séria ameaça para a segurança dos Estados Unidos, advertem experts reunidos no Comitê de Segurança Nacional da Câmara Baixa.

Em uma audiência que reuniu congressistas com experts em terrorismo em Washington, foram expostas evidências e fotografias de líderes e ativistas vinculados ao Hezbollah, entre eles vários cidadãos árabes com nacionalidade venezuelana, que dirigem uma rede de recrutamento e treinamento para ataques terroristas, que entre outros lugares têm uma base operacional central na Ilha de Margarita. O painel integrado por quatro experts destacou os diversos aspectos da ameaça que poderia representar para os Estados Unidos, as atividades de radicais islâmicos apoiados pelo Irã na América Latina. Segundo Roger Noriega, ex-subsecretário de Estado para América Latina durante a administração Bush, Venezuela e Brasil são atualmente os países onde o Hezbollah se encontra mais ativo.


"Chávez, que tem um record em apoiar narco-terroristas colombianos, tem cooperado com o Irã para prover apoio político, financiamento ou armas ao Hezbollah, Hamas ou a palestina Jihad Islâmica neste hemisfério e em outras partes", disse o ex-diplomata.
Noriega indicou que a Ilha de Margarita, no extremo oriente da Venezuela, "eclipsou a infame área da Tríplice Fronteira - a região onde Brasil, Argentina e Paraguai coincidem na América do Sul - como o principal refúgio e centro das operações do Hezbollah nas Américas".


Um dos líderes-chave do Hezbollah é o cidadão venezuelano Ghazi Atef Salameh Nassereddine Abu Ali, originário do Líbano, que atualmente é o segundo diplomata em importância na embaixada da Venezuela na Síria. Nassereddine dirige junto com dois de seus irmãos uma rede "de lavagem de dinheiro e recrutamento, que treina operações para expandir a influência do Hezbollah na Venezuela e em toda a América Latina". Nassereddine foi incluído na lista de pessoas que apóiam o terrorismo internacional, elaborada pelo Departamento do Tesouro em 2008.




Abdallah Nassereddine, irmão do diplomata, é membro da Federação de Associações Árabes e Americanas, que tem filiais na América do Sul e no Caribe. O irmão mais novo de Nassereddine, Oday, "estabeleceu uma base na Venezuela organizando operações de treinamento na Ilha de Margarita, e atualmente está recrutando seguidores através dos Círculos Bolivarianos em Barquisimeto".

Noriega disse que o supervisor das atividades do Hezbollah na América Latina é Moshen Rabbani, um alto oficial iraniano, acusado de participar dos ataques contra objetivos judeus em Buenos Aires em 1992 e 1994. Rabbani desempenhou um papel importante no recrutamento de quadros na região, que são selecionados para ser treinados na Venezuela e no Irã, especificamente na região de Qom, a base de operações das Forças Especiais iranianas (Forças Quds).


Embora seja ativamente solicitado pela Interpol e por governos como o da Argentina, Rabbani viaja periodicamente à região, assegurou Noriega. "Por exemplo, Rabbani esteve na Venezuela em março de 2011 e no Brasil em setembro de 2010, onde ele e seu irmão (que vive no Brasil) recrutaram dúzias de seguidores para sua causa radical", precisou.


Noriega ilustrou com exemplos o que ele considera como provas do nível de ameaça que o Hezbollah representa para a segurança dos Estados Unidos:

- Ao menos um ativista do Hezbollah implicado em uma conspiração para fazer estourar tanques e tubulações de combustível no Aeroporto Internacional John F. Kennedy de Nova York, se reuniu com Moshen Rabbani no Irã. Esta pessoa foi detida posteriormente quando viajava para a Venezuela, onde planejava tomar ali um vôo para Teerã.

- O sheik radical sunita, Khaled Razek Tak el-Din, que opera na Mesquita de São Paulo, Brasil, vinculado a redes de financiamento do Hezbollah pelo Departamento de Estado, trabalhou e foi anfitrião de Osama Bin Laden em 1995.

- Dois agentes do Hezbollah foram identificados na condução de treinamentos a terroristas, vindos de diversos países do hemisfério, na Ilha de Margarita.
 

- Comandos israelenses apreenderam em novembro de 2009 um carregamento de granadas, foguetes Katyusha, 500 mil rodadas de munições e outras armas de fabricação russa e iraniana, a bordo do barco Francop, que estava levando esse carregamento ao porto venezuelano de Guanta, dirigido ao Hezbollah.

- Em 22 de agosto de 2010, Chávez atuou como anfitrião de uma cúpula de terroristas na qual participaram altos líderes do Hamas (Khaled Meshal), do Hezbollah (um chefe de operações), e da Jihad Islâmica da Palestina (secretário-geral Ramadan Abdullah Mohammad Shallah). A cúpula realizou-se por sugestão do Irã, e os apoios logísticos foram realizados por Nassereddine.

- A aerolinha venezuelana CONVIASA realiza vôos regulares entre Caracas, Damasco e Teerã, que são usados pelo Hezbollah para transportar agentes, recrutas e carregamentos dentro e fora da região.

- Embora a "enfermidade aparentemente terminal" de Chávez pudesse reduzir o risco do apoio da Venezuela ao Hezbollah, "desafortunadamente, as redes terroristas já fizeram metástase na América Latina".

- O Brasil é outro lugar importante de ameaça, principalmente devido à sua parcela da população que é muçulmana, algo em torno de um milhão de habitantes.

Douglas Farah, expert da International Assessment and Strategy Center, considerou por sua parte que existe uma "significativa e crescente ameaça à segurança do Estados Unidos no hemisfério", devido à presença do Hezbollah e seu principal patrocinador, o governo do Irã. Farah disse que o Hezbollah e o Irã vêm trabalhando há 10 anos em uma rede com laços estreitos com atividades e governos que apóiam crimes violentos e grupos terroristas.

O especialista explicou que foi apenas nos últimos dois anos que as agências militares e governamentais nos Estados Unidos puderam articular os elementos desta "complexa ameaça", e advertiu que não tomar medidas para enfrentar esta ameaça, poderia significar custos muito altos em termos de avanço democrático, desenvolvimento econômico e inclusive "vidas" de norte-americanos.

Farah detalhou que demonstraram-se vínculos do Hezbollah com o narcotráfico, que o provê de milhares de milhões de dólares em lucros que são usados para financiar operações que representam ameaças aos Estados Unidos. Ele disse também que "há uma crescente evidência da união das atividades criminais-terroristas da revolução Bolivariana com atividades similares de grupos radicais islâmicos (Hezbollah em particular), com apoio do regime iraniano", o qual "pressagia uma série de novos desafios de segurança para os Estados Unidos e seus aliados na América Latina".

Farah mencionou vários muçulmanos radicais que operam na Venezuela ou em conivência com o governo venezuelano, entre eles Fawzi Kan'an, um patrocinador do Hezbollah na Venezuela acusado de ser "significativo fornecedor de apoio financeiro ao Hezbollah", que foi detectado em operações de organização de potenciais ataques terroristas.

O especialista disse que a principal fonte da doutrina militar adotada por Chávez, é o livro "Guerra periférica e o Islam Revolucionário: origens, regras e ética da guerra assimétrica", escrito pelo político espanhol Jorge Verstrynge, que propugna o uso do terrorismo como arma para conseguir os objetivos na guerra assimétrica.

Ilan Berman, vice-presidente do Conselho Americano de Política Exterior, descreveu as influências do Hezbollah em países como Colômbia, Paraguai, México, Venezuela e a Tríplice Fronteira, no Cone Sul do continente. Ele também disse que existe uma presença deste grupo terrorista "em não menos de 15 centros metropolitanos dentro do território norte-americano", desde Nova York até Los Angeles.

Berman disse que na última década Chávez forjou uma crescentemente íntima associação estratégica com o governo iraniano, o qual converteu a Venezuela em um "grande eixo de operações para o Hezbollah". Berman assegurou aos congressistas que o Hezbollah dirige centros de treinamento de militantes radicais venezuelanos no sul do Líbano, "para possíveis ataques em território norte-americano, e opera em campos de treinamento dentro da Venezuela, com o apoio de funcionários governamentais simpatizantes".


Finalmente, a professora Melani Cammett, acadêmica da Universidade de Brown, expôs o longo histórico político do Hezbollah como organização terrorista no mundo, porém desprezou a possibilidade de que o grupo produza um ataque em território norte-americano.


Tradução: Graça Salgueiro


Fonte: Mídia sem Máscara

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